domingo, 9 de setembro de 2012
UMA REVOLUÇÃO BURGUESA?
Por acaso estava estudando as Revoluções Burguesas do Século XVII, especificamente a Revolução Inglesa, quando não pude deixar de fazer analogia com o encaminhamento político que vem sendo desenvolvido na atual campanha eleitoral em nossa cidade. Para quem não conhece a história vou resumir: A Inglaterra possuía um rei, Jaime I que se tornou absolutista, declarando-se adepto da teoria do direito divino, logo dissolveu o parlamento inglês e começou a governar como soberano único. Uma camada de burgueses (comerciantes e nobres) conhecida como gentry ficou muito descontente com suas medidas e usando a grande massa de excluídos (pela política de cercamentos, quando a maioria da população pobre ficou sem terras) derrubou o rei e proclamou a República. Foi a chamada Revolução Puritana. Acontece que o homem que colocaram no poder (George Cromwell)se tornou um ditador jamais visto na Inglaterra e os interesses das classes mais baixas nunca foram atendidos. Por esse motivo é que essas revoluções são chamadas de burguesas, porque atenderam os interesses dos burgueses. As massas populares foram apenas exploradas e manipuladas para se chegar ao objetivo pretendido. Alguma semelhança com o contexto político de Lajedo?
Talvez sim. Em primeiro lugar vejo de ambos os lados a manipulação popular. São multidões que vão as ruas jurando que serão atendidas em suas necessidades mais básicas. Por que seriam agora, se nunca o foram? Os adversários de Antonio João Dourado o acusam de aprisionamento dos servidores públicos, de arrogância e prepotência, o que o colocaria nesta analogia como um governador absolutista. Os grandes financiadores da campanha de oposição são os comerciantes lajedenses. As massa popular está na rua e promete uma revolução. Essa revolução levará quem o poder? A quem ele dirigira seu governo? Li na net um comentário interessante: "Diga-me quem te financia que eu direi a quem representas". Não fique pesando o pobre excluído de Lajedo , que será o fim de seus problemas. A história pode se repetir. Conquanto eu, pessoalmente, repudie o governo autoritário, se é que ele exista, temo muito as revoluções burguesas, se é que ela esteja acontecendo. Insisto que não adianta novos governadores se não tivermos nova forma de governar!
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
CORRUPÇÃO, CORRUPTOS, CORRUPTIBILIDADE E VOCÊ
A maioria da população brasileira acredita que todo político é ladrão. Claro que uma grande parcela deles colaboraram com a criação desse, digamos, estigma. Mas será que só os políticos são ladrões ou eles estão em uma situação de facilidade que lhe fomenta a desonestidade e ele usa da malandragem brasileira pra se dar bem? Porque se formos analisar bem a fundo todo brasileiro quer se sair bem, e usa de todos os "jeitinhos brasileiros" para conseguir isso. É muito fácil dizer palavras de pseudo moralismo. Difícil mesmo (eu não disse impossível) é chegar lá e vencer a tentação de melhorar de vida "só dessa vez!". A bíblia diz que o coração do homem é enganoso e grandemente corrupto. Parece que coração de brasileiro a cada dia vem batendo recordes bíblicos de corrupção. Se você não devolve o troco dado a mais, se dá um jeito (mente mesmo) para pagar menos IR ou oferece 10 reais para o guarda de trânsito lhe livrar da multa, meu amigo você é um CORRUPTO. Aí você vai chegar ao poder, ver um monte de dinheiro fácil, ninguém olhando e vai deixar lá. Vai não, meu amigo. Por isso a solução para a corrupção, em termos gerais, não está em tirarmos políticos corruptos e colocarmos políticos corruptíveis. A solução está em dificultarmos a ação corruptiva. E como já disse (citando Giordano Bruno) não se muda o poder pelos que estão no poder! Não podemos esperar que eles o façam! O que precisamos fazer é que os órgãos colegiados como os conselhos deixem de ser uma mera formalidade e passem a exercer efetivamente seu papel dentro da sociedade. Temos conselho Tutelar, do Idoso, do FUNDEB, Escolares, da merenda etc e etc,mas que sozinhos não podem fazer muita coisa, pois sofrem a pressão e o fechamento dos fiscalizados. Eles só funcionarão com a participação de uma pessoa em especial - VOCÊ! Você pode fiscalizar e ajudar as inúmeras verbas federais, estaduais e municipais serem direcionadas da melhor forma e não desceram bolso a fora. Essa é a maneira de se acabar com a corrupção, mas só é possível se for realizada com a iniciativa popular. Não é só o governo responsável pela administração dos nossos recursos. A criação dos conselhos dá poder a população de governar junto. Então arregacemos as mangas e vamos ao trabalho!
domingo, 2 de setembro de 2012
O MITO DO VOTO BRANCO
Você já deve ter ouvido alguém falar (principalmente os candidatos e militantes) algumas informações equivocadas sobre o voto branco. Coisas do tipo - vai ajudar a eleger o candidato do governo, pode anular as eleições ou que é uma prática que não contém cidadania.
Vamos analisar isso.
Primeiro temos que entender que votar em branco não é uma prática anti cidadã. Ela está p
revista na lei e por isso mesmo existe na urna eletrônica. Você pode decidir usá-lo por qualquer motivo, mas o uso consciente desse tipo de voto é quando você quer deixar claro que não há candidatos que lhe convenceram durante a campanha e você não quer voltar no menos ruim. Isso não é isenção isso é posicionamento. não é falta de cidadania pois você está votando democraticamente e a exercendo. Outro uso é quando você quer demonstrar sua indignação contra o sistema ou o modo como a política está sendo feita. Imaginemos a seguinte situação - nas eleições parte significante dos votos foram brancos, digamos 50%. Os partidos políticos serão obrigados a refletir sobre isso. Entenderão que não estão mais agradando metade do eleitorado e precisarão melhorar muito para voltar a ganhar a credibilidade do eleitor. Isso dará margem para que um novo grupo apareça no cenário político em questão. O total dos votos brancos diminui o número de votos que um candidato a vereador precisará para ser eleito, mas não beneficia ninguém em particular.
Portanto nessas eleições, se você não estiver satisfeito com nenhum candidato ou com o sistema eleitoral, o voto branco é uma opção válida, prevista em lei e cidadã.
Não deixe que te iludam com mitos sem cabimento.
Portanto nessas eleições, se você não estiver satisfeito com nenhum candidato ou com o sistema eleitoral, o voto branco é uma opção válida, prevista em lei e cidadã.
Não deixe que te iludam com mitos sem cabimento.
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