Antes de começar a comentar o
resultado do IDEB, tenho que registrar o esforço dos governos em atrelar esses índices
com as políticas de governo para a área de educação (quando positivos , pela
situação; quando negativos, pela oposição). Não posso, absolutamente, dizer que
está em todo equivocado, mas partindo do pressuposto que educação no Brasil é uma
questão social, o sucesso da educação está além das políticas para a área e
depende de todos os entes envolvidos, inclusive a sociedade enquanto pais e os
próprios alunos.
Ressalvo ainda que se os números são
positivos deve ser ponderada a situação brasileira de que, em comparação com
países mais desenvolvidos, é muito distante da ideal. Se queremos nos tornar
uma nação de ponta não podemos nos comparar com países do terceiro mundo e sim
com os nossos pretensos concorrentes.
Postas as observações, analisaremos os
resultados pelos seus números e a maneira dos gestores:
·
Quanto
ao Brasil, as metas para o Ensino Fundamental foram de 5,2 para o Ensino
Fundamental (anos iniciais) superando a meta para 2013. Já no Ensino
Fundamental (séries finais) as metas não foram alcançadas assim como no Ensino
Médio. A rigor podemos dizer que as políticas públicas para educação estão
precisando melhorar de forma geral, principalmente se levarmos em consideração
que a escola privada mesmo tendo redução no crescimento ainda tem IDEB bem melhor que a escola pública.
·
Em
Pernambuco, com exceção do Ensino Médio (que estagnou em 3,4 desde 2009), as
metas foram superadas. Será que alcançamos o limite de crescimento na atual
conjuntura para o Ensino Médio? E as escolas integrais, será que estão
cumprindo seu papel de opção para melhor rendimento na perspectiva global? Ou
será que as escolas regulares estão, por sua clientela, diminuindo o índice global.
De qualquer maneira neste momento é preciso rever pontos fortes e fraquezas e
procurar alternativas para o crescimento. Porque espaço para o crescimento
existe e é muito grande.
·
Em
Lajedo, a meta de 3,6 para os anos iniciais do Ensino Fundamental foi superada
em 1,4 pontos chegando a 5,0, enquanto que nas séries finais do Ensino Fundamental
crescemos 0,2 pontos chegando a 3,1 depois de estarmos estagnados em 2,9 desde
2009, mas distantes 0,5 pontos da meta para 2013 de 3,6. Deve-se levar em
consideração que o município teve uma estagnação no governo anterior e não se
esquecer que o crescimento abaixo da meta para as séries finais e acima da meta
para as séries iniciais não é mérito único do governo atual pois esses
resultados são uma construção feita por alguns anos. De qualquer maneira, o
alerta também está ligado para o município. Há muita margem para melhorar e é
hora de análise e reflexão para continuar o que está dando certo e rever o que não
está.
Particularmente, entendo que
nossa maior necessidade seja o engajamento dos entes do processo educacional –
governo, professores, pais e alunos.

