segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

FLAVIANO QUINTINO FALA SOBRE SEU MANDATO


1.Você foi eleito vereador com uma expressiva votação, mesmo sendo sua primeira candidatura. A que você credita sua eleição? 
 Ao meu grupo político que me indicou, aos meus amigos, aos jovens, aos agricultores e aos comerciantes que acreditaram nas minhas propostas.
2. Sua coligação se esfacelou durante a campanha e você migrou para apoiar o candidato eleito. Sua postura dentro da câmara será de independência ou de apoio ao governo Rossine?

Eu acho que não houve esfacelamento, pois tivemos mais de dois mil votos. E assim como os demais que aderiram a candidatura do prefeito eleito, comigo não será diferente, farei parte da bancada do governo defendendo e apoiando as suas propostas em prol da melhoria da nossa cidade
3. Qual será sua área prioritária de governo?

Como comerciante que sou, pretendo defender e incentivar a geração de empregos. Também terei um olhar especial para saúde, pois como todos sabem essa é a área mais deficitária do nosso município; assim como lutarei pela melhoria da educação, cultura e esporte para os nossos jovens
4. O que acha do salário de vereador?

Na verdade não sei quanto é o salário, até porque não fui candidato pensando no quanto iria ganhar, mas sim, no que posso fazer juntamente com o prefeito para ajudar a população lajedense
5. Como ser um vereador, fiscalizando e cobrando o executivo sendo independente? E situacionista?

Fui eleito vereador junto a maioria da população clamava por mudança, e farei por onde defender e honrar o mandato contribuindo com as ações do governo, que tenho certeza que serão sempre voltadas para melhoria do nosso município e da sua população
6. Como será sua relação com o bloco de oposição da casa legislativa?
No que depender de mim da melhor maneira possível, pretendo me dar bem com todos. Levando sempre em conta o que for melhor para o povo

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

VANIA COSME FALA SOBRE SEU FUTURO MANDATO

Respostas ao Prof. Ademir Rafael.

Prof. Aldemir obrigado pelo voto de congratulações, espero em Deus poder corresponder as expectativas dos Lajedenses que descrentes com os políticos atuais possa fazer a diferencia .

1. Percebemos uma rejeição por oligarquias na última eleição. Você carrega o nome de uma delas e mesmo assim foi muito bem votada. A que você credita sua eleição? 
R. As minhas pr
oposta de trabalho, as pessoas que mais uma vez acreditarão em mim.

2. Você faz parte de uma família de características de importância comercial em nossa cidade. O que, como edil pode fazer para que o comércio de Lajedo desenvolva definitivamente?
R. Sim isto me orgulha muito, pois muitos dos meus familiares formados em Direito,Odontologia etc. Estão investindo no comércio de Lajedo e desta forma gerando emprego para os lajedenses, Tenho Projetos e sonho para o desenvolvimento do comércio de Lajedo mas por enquanto prefiro contar apenas para Deus pois Ele pode realizar, já as pessoas podem me roubarem.

3. Qual a área de prioridade em seu governo?
R.Hoje é quase impossível ter apenas uma área como prioridade, se tudo não anda bem em Lajedo como; Saúde, Educação, Segurança etc.

4. O que acha do salário de vereador?
R. Quanto a isto prefiro não opinar uma vez que não fez parte da última Legislatura que aprovaram o atual salário dos vereadores, apesar de vivermos em cidade onde a maioria das pessoas não sabem ou não querem saber o papel do vereador, que é LEGISLAR e não prestar Assistência Social a comunidade durante 4(quatro) anos tendo que pagar água, energia, aluguel, remédio etc. Infelizmente essa é nossa realidade.

5. Desde o mandato de sua mãe, D. Luiza, vemos que tem vocês estado junto a população mais carente, fazendo dela, inclusive, seus maiores correligionários. Como poderá criar leis que beneficiem esta parte necessitada da sociedade, dentro de um orçamento limitado quanto o de Lajedo?
R. Deste 1992 quando fui eleita vereadora com apenas 21 anos, junto com minha mãe e familiares já prestava esse trabalho a comunidade, e com a dela na Legislatura seguinte continuamos o trabalho , mas nunca paramos mesmo não estando envolvidas diretamente nas Legislaturas seguintes continuamos servindo sem interesse politico. Acredito que além de Leis também podemos contar com o comércio local, promovendo eventos voltados para beneficiar os mais carentes.

6. Como cumprir o papel de vereadora, fiscalizando e cobrando o executivo, mesmo sendo situação?
R. Cobrando do Prefeito e seus Secretários um governo transparente e voltado para o povo.Foi eleita para representar o povo e jamais vou votar em algo que venha prejudicar a população independente de situação ou oposição. 

ENTREVISTA PARA "O JORNAL" OUTUBRO 2012


O JORNAL – Para o leitor de nosso jornal que ainda não o conhece, quem é Ademir Rafael?
ADEMIR RAFAEL – Sou natural da cidade de Mauá –SP, filho de pai lajedense(seu Josias Rafael)  e de mãe paulista, cheguei aqui em 1985, um ano de muitas chuvas. Aqui terminei a última fase da 8ª série do Ensino Fundamental (Deolinda Amaral) e o Ensino Médio (Escola Jornalista Manuel Amaral). Fiz licenciatura em História pela UPE e pós-graduação em Tecnologias da Educação pela PUC-RIO. Sou funcionário público efetivo das redes municipal e estadual de ensino desde o ano de 2006. Dirijo um projeto de música ”Projeto Música e Ação” com o apoio da Igreja Adventista do Sétimo Dia, onde atendemos cerca de 40 jovens e formamos a primeira orquestra de violinos da cidade. Sou apaixonado pelo meu ofício seja dando aula de História ou de Música. Cristão evangélico, pai de três filhos – Jéssica, Alan e a recém-nascida, Júlia e casado com uma psicopedagoga, Edvani  (minha cúmplice). Lajedense,” jus sanguinis”, sou muito feliz na cidade que vivo.
O JORNAL - Você criou um blog para analisar o período eleitoral em Lajedo, bem como um grupo no facebook onde se propôs a observar o cenário político local de forma imparcial. Passado os longos quatro meses, desde o início de suas avaliações. Que análise você pode fazer dos resultados obtidos nesses dois meios que você se propôs a escrever sobre as eleições?
ADEMIR RAFAEL – Primeiro tenho que dizer que me surpreendi com a aceitação do meu projeto. Foram inúmeras visualizações no Facebook e no blog, que tem um perfil um pouco menos popular, até o final das eleições foram 1.700 visualizações. Não esperava tanto. Foi uma experiência incrível, onde pudemos expor análises imparciais da campanha e interagir com nossos seguidores. Alguns concordavam, outros não, mas o importante é que o debate estava aberto e a participação do público virtual foi efetiva. Acredito que a missão foi cumprida e que a tendência é vermos tudo isso crescer com a popularização da informática e da internet. Em suma, valeu.
O JORNAL – O que te motivou a realizar essa tarefa tão árdua numa cidade onde a paixão política partidária ainda impera sobre a lógica da política social, principalmente no período eleitoral?
ADEMIR RAFAEL – Sou um educador. E a vida me agraciou com esse presente. Mas tenho consciência de que este ofício me trouxe, agregado, uma responsabilidade social. Já estava na hora de  retribuir o que a vida me oportunizou. Vivemos um momento em que a nova juventude se desperta para a cidadania e, mesmo que às vezes  inconsciente, para a política. É preciso que alguém as possa orientar nesse sentido e creio que essa seja uma das funções do educador. Enquanto pessoa tenho meu partido e preferências político ideológicas, mas como educador tenho a obrigação da imparcialidade junto ao meu público. Foi isso que tentei fazer.
O JORNAL – Qual a sua avaliação a respeito do período pré-eleitoral em Lajedo? Da escolha dos candidatos e das convenções partidárias?
ADEMIR RAFAEL – Ficamos ansiosos em saber os nomes que iriam concorrer ao pleito.  A escolha de Berto e Everaldo, embora tenha sido legítima, foi, na minha opinião, um erro. Não posso afirmar se foi um jogo de interesses ou de vaidades, mas a verdade é que vimos a coligação se esfacelar durante a campanha. Isso ocorreu por não existirem fatores sólidos para sua existência. Da mesma forma não teria escolhido Antonio João Dourado Filho para candidato. O nome Dourado, como foi comprovado, não teve força suficiente para levantar um jovem que pouco, ou nada havia mostrado por Lajedo. Em um momento de desgaste político era vital um nome mais forte. Jorge Wellington, Rômulo (se desimpedido fosse) e até mesmo Adelson teriam mais significado para o eleito r que  do que Joãozinho. Também não sei se foi a vaidade ou se um engano de estratégia. Rossine foi a escolha certa para o momento. O povo não estava aceitando as oligarquias e o nome Cosme não seria bem aceito. Pedro Melo abriu mão para se candidatar a vereador. O caminho estava aberto para quem já havia se tornado um nome forte de oposição. Quanto aos vereadores a variedade de perfis de candidatos foi a marca das convenções.
O JORNAL – Definido os candidatos e iniciada a campanha, os candidatos foram às ruas atrás do voto e aos poucos, até os eleitores mais críticos, ‘caíram na farra’ e defenderam com unhas e dentes seus preferidos. Como você entende esse envolvimento apaixonante do eleitor lajedense?
ADEMIR RAFAEL – As eleições em Lajedo a partir da década de 70 passam a ter um perfil de disputa futebolística. A razão, muitas vezes, deu lugar à emoção. Um único partido por muito tempo no poder pode ser a origem desta disposição. Muita gente se beneficia disso. Pois a paixão  é um inibidor do raciocínio crítico e quem está assim fica vulnerável às manipulações. Então os “interessados” ao invés de minora-la, acabam a fomentando. E a coisa é tão forte que mesmos os mais conscientes correm o risco de se influenciar.  Mas creio que isso está começando a mudar. Vejo sementes lançadas por toda cidade a começar germinar.
O  JORNAL – Que avaliação você pode nos fazer da campanha eleitoral deste ano?
ADEMIR RAFAEL – Infelizmente, tenho que dizer que foi uma das de pior qualidade desde que as tenho acompanhado. A insistência na criação do fato político determinante, nos fez ouvir a mais variada série de mentiras da história política de Lajedo. Não sei quanto os políticos têm a ver  com a divulgação das mesmas, mas diante delas se calaram, há não ser que  a denegrissem. Temos frisar que o eleitor está mais exigente. Com o ingresso de muitos jovens o nível de escolaridade aumentou, os debates públicos, a despeito de toda paixão, se tornaram mais concisos, aí o eleitor merecia menos promessas e mais esclarecimentos. Mesmo assim vi uma população mais interessada e uma evolução significativa na cidadania de nosso povo.
O JORNAL – Após a maiúscula vitória do candidato Rossine, a festa acabou ofuscada pela quebra da pirâmide localizada em frente a igreja Matriz de Santo Antonio. O que você achou deste ato que marcará para sempre a história política lajedense?
ADEMIR RAFAEL -  Posso analisar os dois lados da moeda. Primeiro entendo que Antonio João Dourado criou um símbolo de seu governo. Não me importa se maçônico ou não. Enquanto vivia sua popularidade isso lhe foi muito útil. Mas a roda gira. No momento em que houve uma reviravolta de mais de seis mil votos a irracionalidade emocional  dos eleitores os fez acreditar que podiam marcar a derrota com a quebra de um dos seus símbolos. Isso já aconteceu outras vezes na história, guardadas as devidas proporções e motivação. Não foi Rossine o responsável pelo ato, muito menos a maioria dos seus eleitores, mas muita gente ficou feliz pelo acontecimento.  Por outro lado destruição do patrimônio público é isso mesmo. Vandalismo é também é desse jeito. Podia se ter esperado pela posse do prefeito eleito. Um projeto feito e aprovado  pela  câmara legislativa. Vale lembrar que o monumento é patrimônio de todos nós.  E uma parte de nós ( mais de nove mil votos) não queriam que o ocorrido tivesse acontecido. Embora o ato seja entendível,  não deixa  de ser um crime.
O JORNAL – Passada as eleições e a escolha soberana do eleitor lajedense pelo candidato da oposição Rossine Blésmany (PSD), o que você espera do novo governo?
ADEMIR RAFAEL – Não desmerecendo a capacidade política do grupo de Rossine, essa eleição foi marcada pela rejeição ao nome Dourado. O povo demonstrou, claramente que não aceita continuísmos, despotismos e hegemonias oligárquicas. Rossine soube, astutamente, explorar essa rejeição. O raciocínio lógico e primário seria que sua administração fosse simplesmente antagônica à de seu antecessor. Mas precisa ser mais que isso. Precisa evoluir para a participação popular no governo. Vai precisar conciliar o fator político e o ético. O recado das eleições também lhe cabe. Vai precisar superar os limites do possível sem contaminar valores. O novo governo chega com uma vantagem – a empolgação natural daquele que teve a aprovação popular e quer fazer jus a ela. Não terá dificuldades com o legislativo, onde possuirá maioria, mas deve tomar cuidado para não o descaracterizar  como nas gestões anteriores. O legislativo tem que ser firme, saber e agir conforme suas funções. O novo prefeito deve estreitar seus laços com o governo do estado, pois, se não houver complicações políticas, pode ajudar muito a cidade. Em suma estou muito otimista quanto ao futuro de nossa cidade. Torço para que tenhamos mais sucesso que nas gestões do passado.
O JORNAL – Em sua opinião, quais foram as principais razões da queda do governo Dourado que já durava 16 anos em Lajedo?
ADEMIR RAFAEL – Posso lhe garantir que o governo Dourado não foi derrubado por suas realizações na cidade. Seremos ridicularizados pelos jovens se contarmos que as divergências políticas em outras eleições eram causadas por gambiarras, asfalto e quadras cobertas. Hoje temos tudo isso e muito mais. Um projeto de saneamento como o que temos é uma coisa superimportante.  Muitos projetos descarregaram importantes verbas em nosso município. O que o derrotou então? Podemos citar o desgaste dos anos. Esse mesmo período se por um lado faz com que se resista ao continuísmo, por outro torna os governantes e equipe mais déspotas e menos humanizados. Outro fator foi o fato do prefeito ter abandonado o mandato que a população lhe confiou para ir para outra cidade. Afinal com quem seria o seu compromisso? Ainda citaria que durante a campanha suas palavras não foram bem administradas. Nesse  contexto, as demandas não sanadas ganham importância supra.
O JORNAL – Mesmo Rossine tendo vencido com 3.432 votos de diferença para seu adversário, já observamos que existem pessoas querendo se opor ao seu governo, sem ao menos esperar para ver se o mesmo será exitoso. Como você prevê que será realizado o trabalho de oposição ao novo governo? E de que maneira enxerga a próxima eleição municipal em Lajedo, já visando quem poderia ser os principais adversários do novo prefeito?
ADEMIR RAFAEL -  É natural que aqueles que foram derrotados se façam oposição ao governo futuro. Enquanto população é razoável que entendamos que sucesso do governo Rossine será também o sucesso da cidade, da população e de cada um, individualmente. Quanto a oposição política estou prognosticando algumas mudanças de oposição para situação, mas isso é apenas uma intuição. Seja como for, a oposição tem um papel importante dentro do governo. É que, às vezes, os situacionistas se esquecem de fiscalizar o governo, como seria a função do legislativo. Aí é preciso que a oposição faça isso bem feito, com propriedade e argumentos verdadeiros e razoáveis e que coloquem a “boca no trombone” como era característica do, hoje prefeito eleito, enquanto vereador. A oposição não está para bloquear as ações do executivo, mas para ajudar o governo a fazer as mesmas ações dentro da legalidade que lhe é permitida. Quanto a possíveis candidatos, muita coisa vai rolar. Se Adelson não permanecer no ostracismo político em que o colocaram pode ainda ser um nome forte, assim como o de Jorge Wellington, mas não vejo, ainda, ninguém com o nome Dourado, da nova geração, com possibilidades para tal. Uma terceira frente política precisará de um novo contexto para se erguer nesse cenário. Mas como, disse, muita coisa vai rolar...

terça-feira, 23 de outubro de 2012

DESAFIOS PARA O FUTURO DE LAJEDO III

O prefeito eleito de Lajedo concedeu entrevista esclarecedora a TV REPLAY:
http://www.tvreplay.com.br/jornalismo/rossine-blesmany-prefeito-eleito-de-lajedo-fala-sobre-seu-plano-de-governo/?regiao=lajedo

A parte da entrevista que me chamou a atenção foi sobre crescimento e geração de empregos. Nitidamente o prefeito atrelou a vocação comercial de Lajedo, seu crescimento à consequente geração de novas vagas. Prometeu, então fazer uma ampla campanha de conscientização para a que a população da cidade fizesse suas compras aqui mesmo. Uma ótima iniciativa, porém é preciso mais. Não querendo me adiantar, pois sei que seus assessores o saibam por experiência, as pessoas não fazem suas compras em outras cidades somente por simples falta consciência ou costume. Outros fatores nos levam a isso como variedade, crédito, atendimento, qualidade de produto, etc.
Como sugestão podemos citar outras medidas que podem fazer nosso comércio "bombar":

* Trafegabilidade e acessibilidade - estacionar o carro em Lajedo já começa ser um problema sério e isso muitas vezes desanima o consumidor a comprar. Se você for, então, um portador de necessidades especiais, não deve nem ter vontade de sair de casa.
* Qualidade de atendimento - nossos comerciários precisam passar por uma reciclagem/treinamento de atendimento. Sei que são mal remunerados, mas precisam se organizar em sindicatos e procurar crescimento educacional e profissional afim de deixar o cliente satisfeito e com desejo de voltar.
* Melhoria das instalações e qualidade de produtos - muitas pessoas saem da cidade para um restaurante em Garanhuns ou outra cidade porque a nossa não oferece ambientes mais aconchegantes e pratos, pelo menos, mais variados. Poderia ser encontrado um programa de empreendedorismo para os comerciantes de nossa cidade sentirem a demanda de uma cidade que não para de crescer e seu consumidor começa a ser mais exigente.
* Geração de linhas de crédito - a população consumidora não se importa com o endividamento, desde que ele seja em suaves e longas prestações. Por isso muitas vezes sai da cidade para buscar prazos maiores.
*Competitividade - preços melhores atraem mais clientes. Para que isso ocorra é preciso ter bom planejamento, inclusive de compras. Se nossos comerciantes não forem treinados para ocupar que Lajedo pressupõe sua vocação - o comércio e prestação de serviços, não teremos condições de nos firmarmos nessa proposição. Existem muitos orgãos para este auxílio como o SEBRAE.  
 A solução dessas demandas provavelmente devem dar um aquecimento ao nosso comércio.  

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

DESAFIOS PARA O FUTURO DE LAJEDO II

SEGURANÇA – aqui temos um ponto em que o prefeito eleito é perito. A violência está notoriamente aumentando em nossa cidade fazendo-a quase que perder os ares de cidade interiorana. Assassinatos, roubos a residências na zona urbana e na rural, roubos de motos e automóveis sem se falar em tráfico e contravenções. Um fator de segurança pública pouco falado durant
e a campanha (se foi falado) foi a questão do trânsito de Lajedo. A medida é impopular, mas muito mais que necessária. O asfalto mudou o comportamento do motorista da cidade. Acrescente-se a isso o atual momento econômico do país que tornou possível um ingresso de muitos veículos circulando por nossas ruas. Asfalto com sinalização precária e sem fiscalização dos órgãos competentes implica, irrefutavelmente, em desordem e perigo à população. A prefeitura precisa fazer um consórcio com o DETRAN para que a polícia possa realmente punir os infratores. O prefeito eleito prometeu aumentar efetivo e colocar postos em várias localidades. Vai precisar de muita influência junto a SDS. Contudo um policiamento ostensivo é uma demanda urgente. A polícia ou guarda municipal só deve ser organizada se for possível contratar homens idôneos e que possam ser treinados para o trabalho efetivo na cidade, Senão se corre o risco de formações municipais de milícia. Nós conhecemos isso,
INFRAESTRUTURA – Duas coisas me causam preocupação com a chegada do novo governo para a saída do atual. Primeiramente a conclusão de obras que já começaram neste mandato. Talvez a que chame mais atenção seja a do saneamento básico que tem um custo na ordem aproximada de 33 milhões e seria suficiente para sanear 100% da cidade. Se isso não ocorrer alguma coisa estará errada. Em segundo tenho a preocupação com a manutenção asfáltica da cidade. O asfalto que nos foi “doado” não é de qualidade, mas sem dúvidas, deu melhor imagem a cidade e até ajudou gastarmos menos com a manutenção dos automóveis. Mas a manutenção e melhora desta camada é cara e o que pode ser uma coisa moderna hoje, pode ser um tormento amanhã.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

DESAFIOS PARA O FUTURO DE LAJEDO

Me parece que a pirâmide nos desfocou dos grandes desafios futuros que Lajedo terá que passar. Entre eles vamos citar alguns:
O FINAL DA ATUAL ADMINISTRAÇÃO: mesmo que sejam adversários políticos não podemos torcer que a atual administração termine seus dias de forma digna, deixando as contas da prefeitura o mais próximo da lisura e que tenham o devido cuidado com todo o patrimônio público a ser entregue (que é bem maior e mais valioso que uma pirâmide). O correto que houvesse uma equipe de transição compostas de técnicos dos dois governos para que Lajedo não tivesse prejuízo na demora burocrática e o próximo governo estivesse apto para seus trabalhos já a partir de janeiro. É pedir de mais? Não! É só ter um pouco de bom senso, compromisso e amor pela cidade.
MANUTENÇÃO DA QUALIDADE DOS SERVIÇOS ESSENCIAIS - ninguém pode esperar que em pouco mais de dois meses a atual administração ir´resolver problemas antigos ou inaugurar alguma obra nova. Mas é necessário que itens básicos de serviços tenham sua qualidade garantida, como o final do ano letivo das escolas, os programas de área de saúde, coleta de lixo, projetos sociais, etc., muitos realizados com verbas federais e por isso mesmo tendo que obrigatoriamente serem cumpridos em seus cronogramas.
FORMAÇÃO DAS PASTAS DE SECRETARIADO - não tenho dúvidas que este será um dos maiores desafios do futuro prefeito Rossine Blesmany. Neste momento estarão chegando a ele os grandes financiadores de sua campanha para dar uma "pitaca" em quem ele deve colocar nas pastas e subpastas. Certamente que o prefeito quer montar uma equipe técnica, mas a pressão política vai ser ENORME para que se coloquem os aliados. Não sejamos ingênuos! Rossine vai ter que fazer o jogo de cintura. Se puder conciliar tecnicidade com política será ótimo, mas nem sempre isso é possível. Então terá que optar por um ou outro. Se escolher o critério político terá que trabalhar muito mais e provavelmente perderá em qualidade de administração. Se por outro lado privilegiar o técnico terá que enfrentar a insatisfação de seus financiadores. Boa sorte para ele. Eu, particularmente, como funcionário público da área de educação não suportaria ser chefiado por alguém que fosse fora da área. Mas que poder tenho eu?
SAÚDE - carro chefe da campanha de Rossine, tem urgência em ser melhorada. E o povo não quer e não pode esperar por muito tempo, porque doença não espera por boa vontade. Ela chega e te pega de surpresa! Ele prometeu que iria pagar acima do piso salarial para que a saúde de Lajedo se tornasse desejável aos médicos, terá que fazer isso muito rápido para que, mesmo que não seja o setor mais importante da saúde, possa a população sentir uma mudança pontual que ele pregou durante a campanha. Manutenção e ampliação dos PSFs é um desafio importante, mas que politicamente pode ser feito a médio prazo.
EDUCAÇÃO - esta não pode e não vai esperar o novo candidato. o ano letivo provavelmente começará pouca mais de um mês após a posse. Merenda, reforma, estruturalização e viabilidade serão problemas enormes para quem está chagando. Contudo, o maior problema estará naquele que também foi um de seus maiores ataques ao governo atual - os contratados. Segundo ele mesmo disse no debate na Escola Jornalista Manuel Amaral, vai precisar deles pois não terá tempo hábil para a realização do concurso. Reciclagem dos professores efetivos (nos quais me incluo) e avaliação para aqueles que vão ser contratados será essencial se o objetivo for maximizar a qualidade de ensino em curto prazo.
Outra áreas podem ser citadas, mas o texto ficaria insuportavelmente grande. Fica para outro momento.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

AGRADECIMENTOS!

Quero agradecer as quase 1.800 visualizações deste blog durante a campanha municipal e o acompanhamento de minhas postagens pela rede social FACEBOOK. Espero que de alguma forma tenha ajudado a esclarecer a população de lajedo quanto ao processo político. Continuaremos sim.  Agora é hora de analisar o resultado das urnas e ajudar o próximo governo a ter uma administração coerente com suas promessas de campanha. Um abraço a todos os seguidores e #estamos juntos!

domingo, 9 de setembro de 2012

UMA REVOLUÇÃO BURGUESA?



Por acaso estava estudando as Revoluções Burguesas do Século XVII, especificamente a Revolução Inglesa, quando não pude deixar de fazer analogia com o encaminhamento político que vem sendo desenvolvido na atual campanha eleitoral em nossa cidade. Para quem não conhece a história vou resumir: A Inglaterra possuía um rei, Jaime I que se tornou absolutista, declarando-se adepto da teoria do direito divino, logo dissolveu o parlamento inglês e começou a governar como soberano único. Uma camada de burgueses (comerciantes e nobres) conhecida como gentry ficou muito descontente com suas medidas e usando a grande massa de excluídos (pela política de cercamentos, quando a maioria da população pobre ficou sem terras) derrubou o rei e proclamou a República. Foi a chamada Revolução Puritana. Acontece que o homem que colocaram no poder (George Cromwell)se tornou um ditador jamais visto na Inglaterra e os interesses das classes mais baixas nunca foram atendidos. Por esse motivo é que essas revoluções são chamadas de burguesas, porque atenderam os interesses dos burgueses. As massas populares foram apenas exploradas e manipuladas para se chegar ao objetivo pretendido. Alguma semelhança com o contexto político de Lajedo?
Talvez sim. Em primeiro lugar vejo de ambos os lados a manipulação popular. São multidões que vão as ruas jurando que serão atendidas em suas necessidades mais básicas. Por que seriam agora, se nunca o foram? Os adversários de Antonio João Dourado o acusam de aprisionamento dos servidores públicos, de arrogância e prepotência, o que o colocaria nesta analogia como um governador absolutista. Os grandes financiadores da campanha de oposição são os comerciantes lajedenses. As massa popular está na rua e promete uma revolução. Essa revolução levará quem o poder? A quem ele dirigira seu governo? Li na net um comentário interessante: "Diga-me quem te financia que eu direi a quem representas". Não fique pesando o pobre excluído de Lajedo , que será o fim de seus problemas. A história pode se repetir. Conquanto eu, pessoalmente, repudie o governo autoritário, se é que ele exista, temo muito as revoluções burguesas, se é que ela esteja acontecendo. Insisto que não adianta novos governadores se não tivermos nova forma de governar!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

CORRUPÇÃO, CORRUPTOS, CORRUPTIBILIDADE E VOCÊ


A maioria da população brasileira acredita que todo político é ladrão. Claro que uma grande parcela deles colaboraram com a criação desse, digamos, estigma. Mas será que só os políticos são ladrões ou eles estão em uma situação de facilidade que lhe fomenta a desonestidade e ele usa da malandragem brasileira pra se dar bem? Porque se formos analisar bem a fundo todo brasileiro quer se sair bem, e usa de todos os "jeitinhos brasileiros" para conseguir isso. É muito fácil dizer palavras de pseudo moralismo. Difícil mesmo (eu não disse impossível) é chegar lá e vencer a tentação de melhorar de vida "só dessa vez!". A bíblia diz que o coração do homem é enganoso e grandemente corrupto. Parece que coração de brasileiro a cada dia vem batendo recordes bíblicos de corrupção. Se você não devolve o troco dado a mais, se dá um jeito (mente mesmo) para pagar menos IR ou oferece 10 reais para o guarda de trânsito lhe livrar da multa, meu amigo você é um CORRUPTO. Aí você vai chegar ao poder, ver um monte de dinheiro fácil, ninguém olhando e vai deixar lá. Vai não, meu amigo. Por isso a solução para a corrupção, em termos gerais, não está em tirarmos políticos corruptos e colocarmos políticos corruptíveis. A solução está em dificultarmos a ação corruptiva. E como já disse (citando Giordano Bruno) não se muda o poder pelos que estão no poder! Não podemos esperar que eles o façam! O que precisamos fazer é que os órgãos colegiados como os conselhos deixem de ser uma mera formalidade e passem a exercer efetivamente seu papel dentro da sociedade. Temos conselho Tutelar, do Idoso, do FUNDEB, Escolares, da merenda etc e etc,mas que sozinhos não podem fazer muita coisa, pois sofrem a pressão e o fechamento dos fiscalizados. Eles só funcionarão com a participação de uma pessoa em especial - VOCÊ! Você pode fiscalizar e ajudar as inúmeras verbas federais, estaduais e municipais serem direcionadas da melhor forma e não desceram bolso a fora. Essa é a maneira de se acabar com a corrupção, mas só é possível se for realizada com a iniciativa popular. Não é só o governo responsável pela administração dos nossos recursos. A criação dos conselhos dá poder a população de governar junto. Então arregacemos as mangas e vamos ao trabalho!

domingo, 2 de setembro de 2012

O MITO DO VOTO BRANCO



Você já deve ter ouvido alguém falar (principalmente os candidatos e militantes) algumas informações equivocadas sobre o voto branco. Coisas do tipo - vai ajudar a eleger o candidato do governo, pode anular as eleições ou que é uma prática que não contém cidadania.
Vamos analisar isso. 
Primeiro temos que entender que votar em branco não é uma prática anti cidadã. Ela está p

revista na lei e por isso mesmo existe na urna eletrônica. Você pode decidir usá-lo por qualquer motivo, mas o uso consciente desse tipo de voto é quando você quer deixar claro que não há candidatos que lhe convenceram durante a campanha e você não quer voltar no menos ruim. Isso não é isenção isso é posicionamento. não é falta de cidadania pois você está votando democraticamente e a exercendo. Outro uso é quando você quer demonstrar sua indignação contra o sistema ou o modo como a política está sendo feita. Imaginemos a seguinte situação - nas eleições parte significante dos votos foram brancos, digamos 50%. Os partidos políticos serão obrigados a refletir sobre isso. Entenderão que não estão mais agradando metade do eleitorado e precisarão melhorar muito para voltar a ganhar a credibilidade do eleitor. Isso dará margem para que um novo grupo apareça no cenário político em questão. O total dos votos brancos diminui o número de votos que um candidato a vereador precisará para ser eleito, mas não beneficia ninguém em particular.
Portanto nessas eleições, se você não estiver satisfeito com nenhum candidato ou com o sistema eleitoral, o voto branco é uma opção válida, prevista em lei e cidadã.
Não deixe que te iludam com mitos sem cabimento.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

PARINTINS É AQUI!


Ao distraído turista que, sem perceber, acaba chegando às terras lejedenses  por esses dias, se atreva a entrar na cidade por outro motivo que não seja o turístico, é claro, e desavisado de qualquer que seja a mão orientadora e ainda passe aqui mais de uma semana terá a sensação de estar em outro lugar que não uma cidade do agreste de Pernambuco.

 Mais precisamente vai passar por sua cabeça desorientada que se encontra na região norte do Brasil.

Primeiro ele irá sentir um alto clima de rivalidade descompassada  no ar. Pessoas discutindo no bar, entre sons de automóveis  e patotas de todos os lados. Vizinhos se olhando pelos cantos dos olhos e patrões questionando seus empregados.

Quando de repente, não mais que de repente, depois de um dia de feira, onde se esperaria o recolhimento de todos pelo cansaço sai uma multidão com bandeiras vermelhas ao som de carros e gritos de “viva”, “urra” ou “uuuuuuuuiiiiiii”. Obviamente que ele sai correndo se afastando do perigo, pois pode ser distraído e desorientado, mas não é louco. E pega correr por alguns becos destes do centro da cidade, fruto do desplanejado crescimento da cidade, e qual não é sua surpresa quando encontra outra multidão com bandeiras amarelas e azuis com as mesmas características da outra manifestação. Afobado, depois de algum momento encontra um militar assistindo a passeata (me desculpem os militares que não fazem isso) e lhe pergunta: “- Meu senhor, o que significa isso?” ao que o atento soldado lhe responde: “- É apenas a campanha política!” O que mais espantado ainda o turista replica: “- O senhor tem certeza que essa disputa não é a de bois e que nós estamos mesmo é em Parintins?”

O MEU VOTO

Muito se tem cogitado sobre em que candidato a prefeito eu irei votar. Entenda meu caro leitor que como no início deste projeto prometi imparcialidade, não posso agora abandonar meus princípios. Mas para evitar especulações ao meu respeito deixo o texto abaixo:

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A HISTÓRIA POLITICA DOS BICHOS




Permita-me George Orwell ( que Deus o tenha ) usar de seu gênero literário, guardadas as devidas proporções e evidenciando minha limitação, para contar  minha fábula. Qualquer semelhança com a história política de nossa cidade é mera coincidência.

No princípio era apenas um bicho, não sabemos que bicho era, por que não precisa saber mesmo, porque era ele só. E assim sendo, não importa que bicho seja. O que importa é ser bicho. Bom, de certeza mesmo, sabemos que era bicho grande, porque ninguém chega para dominar feito um rei se não for grande como o cargo merece. Ninguém ousava falar do Bicho Grande, como foi chamado, pois eram outros tempos, em que não se sabia nada sobre oposição e fazer isso era proibido. Era viver a vida assim como ela é e está muito bom. Pelo menos estamos vivos.

Um dia o Bicho Grande não entendeu que já não era tão grande, tão absoluto e que os tempos já eram outros. Foi surpreendido então pelo urso que chegou muito forte e com a simpatia de todos os bichos de casta inferior – os pequenos bichos, aqueles que se sentiam explorados e esquecidos. Juntos derrubaram o Bicho Grande e colocaram o Grande Urso no poder. Foi só alegria! A gora os bichos estavam representados, pois o Grande Urso emergira dos pequenos bichos e agora ia tornar a vida melhor. Mas não foi bem assim. No começo todos os bichos tiveram paciência, mas muitos eram esquecidos pelo Grande Urso, que mesmo assim gozava de muita popularidade. Mas os filhos do Bicho Grande lhe faziam sombra e continuamente tentavam convencer os pequenos bichos a largarem o Grande urso acusando-o de mau administrador e mais parecidos com as antas e as arapongas, e seguirem a Águia Voadora que os levariam ao caminho da evolução. Mas o Grande Urso os subestimou. Para ele, era impossível que os bichos que  o levantaram tivessem capacidade de o derrubar então. E continuou seu governo de forma medíocre como que nada mais pudesse ser feito. Naquele momento, algumas coisas até pioraram e seu poder foi grandemente ameaçado pela Águia Voadora. Em um combate a Águia lhe deixou enormes cicatrizes nas costas, mas o Grande Urso resistiu  por mais algum tempo. Contudo, os pequenos bichos ficaram fascinados pelos voos rasantes da Águia Voadora. Sua envergadura era algo de espetacular que fazia os pequenos bichos ter esperança de serem melhores e se tornarem bichos médios. Os tempos novamente estavam mudados e não demorou até que a Águia Voadora se tornasse seu líder.

A Águia voadora conhecia muito bicho importante, o Falcão, o Tubarão e até mesmo o rei Leão e por isso conseguiu muitas coisas para os pequenos bichos que até se tornaram maiores (sem se tornar médios). Claro que muito bicho pequeno foi esquecido. E agora, como os tempos eram outros todos queriam estar à mesa da Águia Voadora, mas era muito difícil de chegar a sua casa, pois, ou estava em reunião com o Falcão, o Tubarão ou o Leão ou estava na altura de sua casa da montanha. E eis que chegam novos tempos e aparece o Cão Vigilante prometendo que o poder deve descer e que a Águia Voadora está tão gorda (porque tem o rei Leão na barriga) que já não impressiona com seus voos e que por estar tão distante deixou os pequenos bichos em situação de insegurança o que ele promete resolver.

Então os bichos estão em dúvidas e não sabem se permanecem com a Águia Voadora, mesmo desgastada ou se preferem o Cão Vigilante, mesmo sem saber do que ele é capaz.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Assistencialismo nem sempre é sinônimo de vitória

Como postou no FACE, de forma muito apropriada, a amiga Halda Simões nossa política é baseada no assistencialismo. Sobretudo no nosso nordeste onde ainda são fortes, pasmem, os traços do coronelismo e da política de governadores. Nosso povo é muito carente, vítima do desprezo por seguidos anos por parte do governo central e com a perda da criticidade (peculiar de nossos dias) aguçada pela pouca educação, é 

exatamente o público preferido para este tipo de política. Em nossa cidade não é diferente e porque não dizer que de maneira explícita é desenvolvida. Por isso que tantas intrigas e competições são evidenciadas nesta época eleitoral. Em uma cidade onde se recebe metade do salário mínimo para trabalhar no comércio e a indústria simplesmente inexiste, a última (e única) alternativa para a maioria dos munícepes é esperar por um favor do generoso dirigente municipal. Antes fosse os critérios de recrutamento desses "esperançosos" a capacidade, mas os moldes do assistencialismo não o permitem. Neste caso o município perte duas vezes - ao não privilegiar os melhores e a perca na qualidade dos serviços! Isso não é característica tão somente dos governos atuais, tampouco por eles criada. Simplesmente a usam como sempre foi e continuará sendo enquanto a suportamos e lhes somos coniventes seja lá qual for o partido que esteja no poder. Contudo, devo alertar os candidatos que essa forma de governo produz um efeito colateral importante - a exclusão. Esta é produzida pela falta de capacidade de se atender ou "assistir" a maioria das pessoas com a máquina governamental. O excluídos são pacientes e tolerantes por dois ou três mandatos, mas são eles que derrubam o governo que lhes deu esperança. E não importa o que tenham feito pela cidade a coisa é pessoal assim como o é o assistencialismo. Derrubam este, o próximo e todos aqueles que se disporem com as mesmas práticas tornado-os vítimas de suas próprias políticas. Perde a cidade que se vê emperrada em desenvolver suas potencialidades. Por isso repito - mais que novos governantes, precisamos de jeito novo de governar!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

PROPOSTAS IMPLICAM EM QUESTIONAMENTOS



É muito fácil falar que, eleito, o prefeito trabalhará por melhorias na cidade e para as pessoas. Aliás, isso é até necessário que se diga  para acumular votos. Para o leigo e desatento é suficiente. Claro que se decepcionará com mais facilidade. Para alguém mais instruído e atento ao processo, algumas propostas geram novas perguntas que precisam ser respondidas sob o risco de todo o processo ser corrompido.

Quando o candidato Rossine se propõe a melhorar a polícia na cidade, está prometendo uma ação de competência do estado. A pergunta é: Quem o bancará no estado se até aqui os aliados do governador não conseguiram? Essas perguntas parecem inapropriadas para um processo com lisura, mas todos sabem que é assim que funciona.

Ambos os candidatos prometem valorizar a figura do funcionário público. Isso é muito bom de ouvir se você está nessa condição, mas é muito difícil de realizar. Atualmente. O funcionalismo público é uma pedra no sapato apertado de qualquer administração.

A receita de um município é um cobertor curto. Se você esquenta a saúde, falta para a infra estrutura, se cobre o funcionalismo, deixa os transportes à pé. Claro que há algo de errado aqui com tantos impostos que nos fazem pagar “dois quintos dos infernos” (quase 40% na classe média) e pouco retorno social, mas ainda não encontrei nenhum prefeito que tivesse a fórmula mágica da multiplicação das receitas e da perfeita administração.

Então como os senhores candidatos irão nos valorizar? Para isso além de ultrapassarem o obstáculo econômico, terão que negociar o problema político. Quantos são os contratados de nosso município? Sabemos que eles dão sustentação política à situação. E seja qual for o candidato vencedor será que vai querer acabar com eles. Irá trocá-los por funcionários efetivos. Duvido que isso aconteça e desta maneira não pode existir valorização.

Quando o candidato Joãzinho diz “Aperfeiçoar a Gestão da Previdência Social do Município, assegurando tranquilidade aos aposentados’’  o que está querendo, realmente dizer? Seguir a tendência de aumento das contribuições e aumento na idade de aposentadoria? Isso não seria muito popular. Ou será que investiria nosso dinheiro em fundos multiplicadores correndo o risco de ter prejuízo?

Esses são pequenos exemplos  que mostram que as coisas não são   tão simples como parecem e que o novo prefeito não basta ser bom para fazer estas coisas. Precisa ser excelente. Mais que competência é necessária vontade para que tudo aconteça. Meu voto só será dado a quem responder perguntas como estas. E o seu?           

terça-feira, 31 de julho de 2012

PROPOSTAS DOS CANDIDATOS A PREFEITO


Estive a analisar os programas de nossos candidatos a prefeito.
Para que servem estes programas?
Ambos contêm os argumentos que visam convencer o eleitorado de que são a melhor opção para o governo de nossa cidade.
Ambos mostram a capacidade visionária dos candidatos em perceber as demandas (para alguns, desmandas) de nosso município e sua população.
Em uma análise mais concreta, são promessas, não mais que isso. Produto de markting baseado em pesquisas sensitivas junto a carente população lajedense. Um candidato que se preze deve apresentar propostas que emanem da vontade popular que, se em mais profunda análise, não sabe, realmente o que de fato é bom ou ruim para nosso município, é quem, sumariamente, vai determinar o eleito dentre os candidatos.
Contudo, propostas são promessas e aqui não é Juazeiro do  Norte –CE.
É preciso mais que isso!
Explico:
Nosso sistema político, diferente do parlamentar, não prevê nenhum fórum de cobranças instituído para que os governantes se rejam por objetivos propostos em planos de governo pré-determinados.
Nossa sociedade poderia mas, também não está organizada em fóruns de cobrança popular que reivindiquem junto a seus governantes suas promessas.
Então, de fato e de direito, não existe nenhuma garantia de que as propostas expostas pelos nossos candidatos sejam verdadeiramente cumpridas.
Eu não daria um cheque assinado para uma pessoa que, por mais conhecida que fosse, me apresentasse sonhos de ganhos e sucesso. Ela precisaria me convencer de que o processo seria coerente e palpável.
Assim, não podemos doar nossos votos por simples promessas de campanha. As propostas dos candidatos devem ser acompanhadas de uma clara exposição de como será o processo que tornarão essas propostas possíveis, seja no campo econômico, jurídico ou político. Só assim poderemos nos convencer quem é melhor prefeito para nossa cidade. O povo é de boa fé. Dão votos de confiança, mas vemos, notadamente, o crescimento intelectual de uma boa parcela da sociedade que logo se tornarão formadores de opinião. Para estes (onde, humildemente, acredito ter um cantinho) promessas não bastam! É preciso um documento de conteúdo razoável, perceptível e de realidade coerente!
A campanha está apenas começando. Vamos esperar. Ainda há tempo para que nossos candidatos se mostrem mais convincentes. Que Deus ajude e o melhor seja eleito! 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Respostas do candidato Airton Francisco (Potó)

Respostas do candidato Airton Francisco
Respostas ao Professor Ademir Rafael:

1. Sabe das funções de um vereador?
Legislar, Fiscalizar as ações do Governo Municipal, tais como, aplicação de recursos em obras, por exemplo.
2. Tem uma linha político/filosófica em sua história como político?
Procurei sempre atuar de uma maneira ampla em defesa dos direitos do cidadão, não concentrando minhas ações apenas em uma área específica, mas seguindo a linha de inserção dos cidadãos e cidadãs nas diversas ações implementadas pelos governos (federal, estadual e municipal).
3. A quem pretende representar? Como pode de convencer disso?
Procuro representar os munícipes como um todo, pois, afinal de contas somos eleitos para sermos vereadores do município, porém, identifico-me com a área educacional, cultural e esportiva.
4. Qual é seu grau de instrução?
Pós-graduado em Fundamentos da Língua Portuguesa e atualmente cursando Serviço Social pela ULBRA.
5. Pretende se eleger por quantos mandatos?
Essa é realmente uma pergunta difícil. Não entrei na política por profissão. Se reeleito for, pretendo neste segundo mandato galgar voos maiores para poder concretizar sonhos de construir uma sociedade ainda mais justa e solidária.
6. Por acaso és um oposicionista inveterado ou um situacionista “lagartixa”?
Nem um nem outro. Acredito nas minhas convicções. Sou filiado ao Partido Socialista Brasileiro que historicamente sempre esteve ao lado do povo. 7. Qual seu plano de governo?
Existe uma dificuldade imensa para qualquer vereador implementar um plano de governo (propostas) mas, consegui realizar algumas, como por exemplo: Lei da meia-entrada para estudantes e professores do município; Disciplina específica para o Ensino da História de Lajedo nas escolas municipais, etc. Para a legislatura 2013/2016 pretendo propor a:
* Criação, através de lei, de Curso Pré-Universitário para os estudantes da rede pública de ensino;
* Implantação do projeto “Internet para Todos”;
* Criação, através de lei, do Programa Municipal de Crédito Universitário;
* Solicitar através de Requerimento a aquisição de terreno para construção de um Estádio Público Municipal;
* Garantir junto ao Governo Municipal a gratificação de 50 % (cinquenta por cento) do salário ao professor da rede municipal de ensino no seu mês de aniversário;
* Solicitar através de Requerimento, a criação da Guarda Municipal através de concurso público, para auxílio às policias, civil e militar, em defesa do cidadão lajedense e do patrimônio público;
* Construção de mais Escolas Modelo na zona rural do nosso município;
* Solicitar através de Requerimento, a criação das Secretarias Especiais da Mulher e da Juventude;
* Criação, através de Lei, do Fundo e do Conselho Municipal de Cultura para dar incentivo aos artistas e produtores culturais;
* Dar continuidade ao Programa PROATEC para os jovens estudantes da rede municipal de ensino, capacitando-os num curso de informática reconhecido nacionalmente.

8. Como acredita poder ealiza-lo?
Acredito que com projetos bem elaborados envolvendo as partes interessadas e que serão beneficiadas conseguirei sensibilizar o Governo Municipal para concretizar a execução do mesmo.

9. Quanto vale meu voto?
O voto não tem preço. Seu voto é fruto da análise que será feita diante da apresentação das diversas propostas dos diversos candidatos e da identificação das mesmas para o que você quer de melhor para a sua cidade e para os que vivem nela, e consequentemente, o seu voto terá a importância necessária para a realização desses anseios.

10. Fidelidade é um princípio evidente em sua personalidade?
Sim. Sou fiel aos meus princípios e principalmente a minha consciência. Considero isso uma importante característica minha.

Respostas da candidata Vania Cosme

Respostas ao PROF. ADEMIR RAFAEL, estarei sempre a disposição e gostaria de ouvir suas sugestões.Um forte abraço.

1.Sabe das funções de um vereador?
Sim. .Legislar,elaborar leis, fiscalizar o prefeito, representar o povo em busca das melhorias para sua rua, bairro.Reenvidicar melhorias para o município.Cumprir a Lei orgânica e regimento interno do Município.

2.Tem uma linha político/filosófica em sua história como político?
Sim foi vereadora do Município de Lajedo aos 21(vinte e um anos) Estou trabalhando a disposição da Câmara a 16 (dezesseis anos) trabalho na área contábil, secretária e auxilio nas reuniões.

3.A quem pretende representar? Como pode de convencer disso?
A todos de modo geral, pois pretendo trabalhar para povo. Acredito que terei votos de todo faixa etária por isto tenho compromisso com Cidadão, a dona de casa, o jovem, agricultores as crianças que ainda não votam mais quero um futuro melhor pra elas e que iram nos suceder por isto precisamos investir hoje nelas pra termos uma sociedade melhor amanhã.

4.Qual é seu grau de instrução?
Nível superior Curseis Ciências Biológicas, em Belo Jardim, conclui no ano de 1999.
5. Pretende se eleger por quantos mandatos?
No momento por este, o povo é quem vai dizer se mereço s outros mandatos.

6.Por acaso és um oposicionista inveterado ou um situacionista “lagartixa”?
Estarei em defesa do povo só farei o que for melhor para os que me elegeram.

7.Qual seu plano de governo?
-Esta na gráfica pra ser impresso logo posso te mandar um.

8.Como acredita poder realizá-lo?
Lutarei com o povo para realizar, são propostas elaboradas junto com eles. As comunidades ouvi as pessoa e com eles iremos em busca da realização dos projetos e Lei, requerimentos.

9.Quanto vale meu voto?
Seu voto vale o você achar convincente.Posso te garantir que o meu não tem preço pois com ele posso cobrar tudo que está no Plano de governo do meu futuro prefeito Rossine Blesmany.

10.Fidelidade é um princípio evidente em sua personalidade?
Sim, serei sempre fiel aos princípios nos quais acredito e os defenderei até que alguém me convença do contrário.

domingo, 29 de julho de 2012

GRANDES MANIFESTAÇÕES EM LAJEDO!

GRANDES MANIFESTAÇÕES EM LAJEDO!


Lajedo foi palco de grandes manifestações neste domingo. Era tanta gente de um lado do outro. Carros a perder a conta. Os postos de gasolina fizeram a festa. Imagine eu, que nada tenho a ver com tudo isso, saindo das aulas do Projeto Música & Ação, de repente estou preso entre as duas carreatas. Não teve jeito senão desligar o motor, ligar alertas e esperar. Parado ali, não pude deixar de apreciar as pessoas, as músicas e tantos carros de som e fazer minhas reflexões:
1ª A campanha seria muito mais barata se não houvessem esses tipos de manifestações. Acredito que os candidatos até pensem como eu, mas o povo quer é isso mesmo. E, como diria um amigo meu, político e candidato em Calçado, - “Ademir, não sou eu que quero, é o povo que quer!”.
2ª Não sou a favor de que existam contratados, mas existindo eu acho que eles devem participar voluntária e ativamente dessas manifestações, pois estão apostando na continuidade de seus empregos. Mas é constrangedor ver pessoas que nada tem a ver com este estilo de vida e ficam, como minha filha disse – “todos errados” – parecendo que estão fora da manifestação, alguns de meu conhecimento e que quando me vêm fingem não me ver.
3ª Que conscientização política essas manifestações trazem? Algo mais que o fomento da rivalidade? Acredito que não.
Saldo do dia?
Carro arranhado por um motoqueiro (não motociclista) provavelmente bêbado no perigoso exercício do fanatismo.
Mas não posso negar. Lajedo foi palco hoje de grandes manifestações!
O ápice da imbecilidade!

Respostas do candidato Francisco Neto!


Respostas do candidato dr Pedro Melo!


quarta-feira, 25 de julho de 2012

TRÂNSITO EM LAJEDO

Gostaria muito de ver propostas dos candidatos ao executivo quanto  melhoria do trânsito em Lajedo. Não podemos negar que o asfalto deixou nossa cidade mais bonita e com aparência de modernidade, mas tivemos um efeito colateral que me parece não estar sendo visto com a importância que merece. Na minha opinião, trata- se de um problema de saúde e segurança pública. Está mais que na hora de possuirmos uma secretaria de trânsito. Desta um convênio com o DETRAN, pois esta é a única maneira que é possível MULTAR os infratores já que está mais que provado que esperar pela consciência dos motoristas não tem muito resultado. Só se aprenderá respeitar as leis de trânsito nesta cidade, quando se tocar na parte mais sensível do homem – seu bolso. Falta vontade política para que o que é belo se torne eficiente e só assim moderno. Enquanto isso veremos as cenas recorrentes de meninos dirigindo perigosamente, carros estacionados em lugar proibido e pouco respeito as mãos obrigatórias das ruas da cidade. Os hospitais continuarão recebendo nossos acidentados e as discussões de trânsito continuarão a ter resultados inimagináveis, para não dizer, trágicos.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Política sem Poluição!!!

O que está acontecendo em nossa cidade, quanto a poluição sonora é um desrespeito aos direitos individuais do cidadão. Os dois partidos promovem, através de seus simpatizantes, verdadeiras bagunças dentro de nossa cidade. É bem verdade que nos dias atuais possuir um carro caro não mais é suficiente para impor status. É também preciso o equipamento de grande sistema de som que possa inferiorizar os outros. O cidadão, que nada tem com a competição, é quem paga a conta tendo que sofrer o “estupro auditivo” com as músicas cada vez mais maliciosas, de duplo sentido e desprovidas de qualquer mensagem enriquecedora. Agora na política vemos esta prática sendo maximizada e ratificada pelas autoridades que fazem ouvido de mercador para o fato. Nem mesmo as escolas estão sendo poupadas. Como professor posso comprovar isso, tendo que em diversos momentos, que parar a aula para esperar o delituoso terminar seu espetáculo.
Leis não faltam para se proibir isso:
Constituição federal 1988: (Art. 24 e 225)
Leis das contravenções penais (decreto-lei nº 3.688 art. 42)
Lei 9.503 (CTB) (art. 104 e 228)
Para deixar as coisas bem claras os responsáveis para a manutenção da paz e sossego em nossa cidade são:
·         O cidadão que precisa estar consciente de suas obrigações e direitos alheios.
·         Da polícia militar.
·         Da administração municipal (podendo, inclusive recair em improbidade administrativa, na concepção da promotora de justiça de Pernambuco Marta Bastos Balazeiro, em seu texto, “A POLUIÇÃO SONORA E A IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA AMBIENTAL” disponível na internet em www.mp.pe.gov.br/uploads/CxSudXmAvSaG.../poluio_sonoral.doc)
·         E por fim do próprio Ministério Público que, em última instância é quem deve conter os abusos!
Atenção candidatos e autoridades competentes, se não podem cumprir as leis, como as podem construir?