Hoje tive a experiência primeira de participar como
expectador de uma sessão legislativa em nossa cidade. Isso só foi possível
porque a nova presidência atendeu ao pedido de transferir as ditas reuniões
para o período noturno. Ganhou pontos comigo que, como muitos, passo o dia
trabalhando e só mesmo a noite para acompanhar o desenvolvimento legislativo do
município.
Aliás, essa deveria ser uma prática mais recorrente aos
cidadãos lajedenses. A presença da população pode fazer nossos edis terem,
digamos, uma melhor “performance” nas reuniões. Além disso podemos perceber que
está, verdadeiramente, legislando para o povo.
As impressões que se seguirão são minhas e podem não ser as
sua pois nossos olhos veem conforme nossa formação. Mas como estamos em um país
livre, aí vão elas:
Na pauta, a meu ver, três temas importantes: a indicação da
vereadora Leda para a criação da SDS municipal, a votação do projeto do
executivo para a instituição do piso para os agentes de saúde em conformidade
com a exigência federal e o requerimento da vereadora Mônica Silva para que
haja uma audiência pública do executivo com os interessados nos mais de 11
milhões de reais oriundos do FUNDEF referente aos anos de 2001 a 2006. Digo que
são as mais importantes porque nomeação de ruas e quadras são legais, mas o
importante mesmo é que essas ruas sejam pavimentadas, saneadas, iluminadas e seguras.
Senti a “eloquência”
própria dos legislativos e um jogo muito forte de vaidades.
Os projetos que foram votados foram aprovados por
unanimidade. Grande foi a discórdia na hora de formar as comissões tendo
havido, inclusive, o abandono do plenário da bancada de oposição. Mesmo assim
as comissões foram instaladas. A oposição prometeu derrubar a sessão. A
situação justificou que houve abandono dos vereadores e continuaram a votação,
o que na prática foi a mesma coisa pois a situação era maioria. A justificativa
do abandono dos vereadores oposicionistas foi que a situação não permitiu um
entendimento (negociação) para a formação das comissões.
Uma certa vaidade parece ocupar o legislativo. Não se perde
a oportunidade de se alfinetar o outro. Destaque para a que levou a vereadora
Vânia da colega de bancada Leda Machado – ao parabenizar o novo presidente da
câmara disse: ”Agora vamos ver o que é, verdadeiramente, presidir uma mesa e
dar oportunidades a todos” A vereadora Vânia Cosme foi a antecessora de Flaviano
Quintino, o atual presidente da casa.
De tantos impasses as horas passaram e a votação da
majoração dos salários dos agentes de saúde não ocorreu. O vereador Antonio
Dornelas, justificando o regimento da casa, pediu para sair.
A ausência não justificada na reunião foi a do vereador
Marcantônio Dourado Filho.
