É muito fácil falar
que, eleito, o prefeito trabalhará por melhorias na cidade e para as pessoas. Aliás,
isso é até necessário que se diga para
acumular votos. Para o leigo e desatento é suficiente. Claro que se
decepcionará com mais facilidade. Para alguém mais instruído e atento ao
processo, algumas propostas geram novas perguntas que precisam ser respondidas
sob o risco de todo o processo ser corrompido.
Quando o candidato
Rossine se propõe a melhorar a polícia na cidade, está prometendo uma ação de
competência do estado. A pergunta é: Quem o bancará no estado se até aqui os
aliados do governador não conseguiram? Essas perguntas parecem inapropriadas
para um processo com lisura, mas todos sabem que é assim que funciona.
Ambos os candidatos
prometem valorizar a figura do funcionário público. Isso é muito bom de ouvir
se você está nessa condição, mas é muito difícil de realizar. Atualmente. O funcionalismo
público é uma pedra no sapato apertado de qualquer administração.
A receita de um
município é um cobertor curto. Se você esquenta a saúde, falta para a infra
estrutura, se cobre o funcionalismo, deixa os transportes à pé. Claro que há
algo de errado aqui com tantos impostos que nos fazem pagar “dois quintos dos
infernos” (quase 40% na classe média) e pouco retorno social, mas ainda não
encontrei nenhum prefeito que tivesse a fórmula mágica da multiplicação das
receitas e da perfeita administração.
Então como os senhores
candidatos irão nos valorizar? Para isso além de ultrapassarem o obstáculo econômico,
terão que negociar o problema político. Quantos são os contratados de nosso
município? Sabemos que eles dão sustentação política à situação. E seja qual
for o candidato vencedor será que vai querer acabar com eles. Irá trocá-los por
funcionários efetivos. Duvido que isso aconteça e desta maneira não pode
existir valorização.
Quando o candidato
Joãzinho diz “Aperfeiçoar a Gestão da Previdência Social do Município,
assegurando tranquilidade aos aposentados’’
o que está querendo, realmente dizer? Seguir a tendência de aumento das
contribuições e aumento na idade de aposentadoria? Isso não seria muito
popular. Ou será que investiria nosso dinheiro em fundos multiplicadores
correndo o risco de ter prejuízo?
Esses são pequenos
exemplos que mostram que as coisas não
são tão simples como parecem e que o novo prefeito
não basta ser bom para fazer estas coisas. Precisa ser excelente. Mais que
competência é necessária vontade para que tudo aconteça. Meu voto só será dado
a quem responder perguntas como estas. E o seu?
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