Ao distraído turista
que, sem perceber, acaba chegando às terras lejedenses por esses dias, se atreva a entrar na cidade
por outro motivo que não seja o turístico, é claro, e desavisado de qualquer
que seja a mão orientadora e ainda passe aqui mais de uma semana terá a
sensação de estar em outro lugar que não uma cidade do agreste de Pernambuco.
Mais precisamente vai passar por sua cabeça
desorientada que se encontra na região norte do Brasil.
Primeiro
ele irá sentir um alto clima de rivalidade descompassada no ar. Pessoas discutindo no bar, entre sons
de automóveis e patotas de todos os lados.
Vizinhos se olhando pelos cantos dos olhos e patrões questionando seus
empregados.
Quando
de repente, não mais que de repente, depois de um dia de feira, onde se
esperaria o recolhimento de todos pelo cansaço sai uma multidão com bandeiras
vermelhas ao som de carros e gritos de “viva”, “urra” ou “uuuuuuuuiiiiiii”.
Obviamente que ele sai correndo se afastando do perigo, pois pode ser distraído
e desorientado, mas não é louco. E pega correr por alguns becos destes do
centro da cidade, fruto do desplanejado crescimento da cidade, e qual não é sua
surpresa quando encontra outra multidão com bandeiras amarelas e azuis com as
mesmas características da outra manifestação. Afobado, depois de algum momento
encontra um militar assistindo a passeata (me desculpem os militares que não
fazem isso) e lhe pergunta: “- Meu senhor, o que significa isso?” ao que o
atento soldado lhe responde: “- É apenas a campanha política!” O que mais
espantado ainda o turista replica: “- O senhor tem certeza que essa disputa não
é a de bois e que nós estamos mesmo é em Parintins?”
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