Nossa independência é tão equivocada quanto a tela de Pedro Américo.
Bom hoje
é dia da independência do Brasil. A festa é linda. Os desfiles muito criativos
e coloridos. O civismo parece que permeia o ar e as atitudes daqueles que se
integram a festa. Tudo é muito bom, mas cabe uma velha reflexão que tentamos
dar roupagem nova todos os anos: “somos realmente independentes?”
Para que possamos entender melhor,
me permitam pegar um exemplo no seio da família brasileira moderna.
O filho cheio de conhecimentos de
seus direitos e com muita informação na cabeça, alerta o pai sobre sua
independência, que pode escolher o que vestir, a hora de chegar e o que fazer.
O pai já com suas cãs brilhantes
para um pouco como se estivesse a pensar e retruca em tom paciente: “ Acredito
que você tenha todo direito a sua independência, mas ela só pode ser
concretizada quando puderes te sustentar às suas próprias custas, enquanto
estiver sob minha tutela financeira, terá que me obedecer!”
A analogia é bem coerente quando se
trata da história do Brasil. O dia sete de setembro de 1822, marca, sem dúvida,
uma ruptura com Portugal, mas longe de nos dar a independência no sentido de
autonomia. Tenho que ressaltar até que o esforço da história oficial em criar o
herói nacional na figura de D. Pedro, desde muito tempo é equivocada.
Vejamos que a eminência da independência
fez com que a coroa portuguesa se
antecipasse aos fatos e num negócio de pai para filho, rateamos uma dívida de
três mil libras esterlinas e uma constituição que nos trouxe um retrocesso em
comparação com todos os novos Estados independentes americanos.
Desde então, não nos conseguimos
libertar de nossa vocação colonial de exploração e muito menos alcançamos nossa autonomia
enquanto país soberano.
Vi neste dia o grito: “Viva a
independência do Brasil e de Lajedo!”
Na
minha modesta opinião ainda não somos livres. Somos presos por nossa
ignorância que nos freia o progresso.
Seremos
livres quando, analisando, podermos tomar nossas próprias decisões sem
interferência da mídia, de planos exteriores ou de curral político .
Livres
seremos quando não dependermos economicamente ou intelectualmente das nações
alheias.
E
o caminho para esta conquista está na educação. Ela nos dará sabedoria para não
dependermos (ou sofrermos) da sabedoria dos outros. Ela nos capacitará afim de
não precisarmos “vender” nossa dignidade por um emprego. Ela nos fará conhecer
a liberdade de tal forma que não haverá limites para nosso sucesso.
Mas
isso só acontecerá quando todos os agentes educacionais tomarem seus postos – o
governo, os professores, os pais e os alunos.

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