segunda-feira, 8 de setembro de 2014

ANALISANDO OS RESULTADOS DO IDEB


            Antes de começar a comentar o resultado do IDEB, tenho que registrar o esforço dos governos em atrelar esses índices com as políticas de governo para a área de educação (quando positivos , pela situação; quando negativos, pela oposição). Não posso, absolutamente, dizer que está em todo equivocado, mas partindo do pressuposto que educação no Brasil é uma questão social, o sucesso da educação está além das políticas para a área e depende de todos os entes envolvidos, inclusive a sociedade enquanto pais e os próprios alunos.
            Ressalvo ainda que se os números são positivos deve ser ponderada a situação brasileira de que, em comparação com países mais desenvolvidos, é muito distante da ideal. Se queremos nos tornar uma nação de ponta não podemos nos comparar com países do terceiro mundo e sim com os nossos pretensos concorrentes.
             Postas as observações, analisaremos os resultados pelos seus números e a maneira dos gestores:
·         Quanto ao Brasil, as metas para o Ensino Fundamental foram de 5,2 para o Ensino Fundamental (anos iniciais) superando a meta para 2013. Já no Ensino Fundamental (séries finais) as metas não foram alcançadas assim como no Ensino Médio. A rigor podemos dizer que as políticas públicas para educação estão precisando melhorar de forma geral, principalmente se levarmos em consideração que a escola privada mesmo tendo redução no crescimento ainda tem IDEB bem melhor que a escola pública.
·         Em Pernambuco, com exceção do Ensino Médio (que estagnou em 3,4 desde 2009), as metas foram superadas. Será que alcançamos o limite de crescimento na atual conjuntura para o Ensino Médio? E as escolas integrais, será que estão cumprindo seu papel de opção para melhor rendimento na perspectiva global? Ou será que as escolas regulares estão, por sua clientela, diminuindo o índice global. De qualquer maneira neste momento é preciso rever pontos fortes e fraquezas e procurar alternativas para o crescimento. Porque espaço para o crescimento existe e é muito grande.
·         Em Lajedo, a meta de 3,6 para os anos iniciais do Ensino Fundamental foi superada em 1,4 pontos chegando a 5,0, enquanto que nas séries finais do Ensino Fundamental crescemos 0,2 pontos chegando a 3,1 depois de estarmos estagnados em 2,9 desde 2009, mas distantes 0,5 pontos da meta para 2013 de 3,6. Deve-se levar em consideração que o município teve uma estagnação no governo anterior e não se esquecer que o crescimento abaixo da meta para as séries finais e acima da meta para as séries iniciais não é mérito único do governo atual pois esses resultados são uma construção feita por alguns anos. De qualquer maneira, o alerta também está ligado para o município. Há muita margem para melhorar e é hora de análise e reflexão para continuar o que está dando certo e rever o que não está.
Particularmente, entendo que nossa maior necessidade seja o engajamento dos entes do processo educacional – governo, professores, pais e alunos.
           
           
           


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