quinta-feira, 11 de outubro de 2012

DESAFIOS PARA O FUTURO DE LAJEDO

Me parece que a pirâmide nos desfocou dos grandes desafios futuros que Lajedo terá que passar. Entre eles vamos citar alguns:
O FINAL DA ATUAL ADMINISTRAÇÃO: mesmo que sejam adversários políticos não podemos torcer que a atual administração termine seus dias de forma digna, deixando as contas da prefeitura o mais próximo da lisura e que tenham o devido cuidado com todo o patrimônio público a ser entregue (que é bem maior e mais valioso que uma pirâmide). O correto que houvesse uma equipe de transição compostas de técnicos dos dois governos para que Lajedo não tivesse prejuízo na demora burocrática e o próximo governo estivesse apto para seus trabalhos já a partir de janeiro. É pedir de mais? Não! É só ter um pouco de bom senso, compromisso e amor pela cidade.
MANUTENÇÃO DA QUALIDADE DOS SERVIÇOS ESSENCIAIS - ninguém pode esperar que em pouco mais de dois meses a atual administração ir´resolver problemas antigos ou inaugurar alguma obra nova. Mas é necessário que itens básicos de serviços tenham sua qualidade garantida, como o final do ano letivo das escolas, os programas de área de saúde, coleta de lixo, projetos sociais, etc., muitos realizados com verbas federais e por isso mesmo tendo que obrigatoriamente serem cumpridos em seus cronogramas.
FORMAÇÃO DAS PASTAS DE SECRETARIADO - não tenho dúvidas que este será um dos maiores desafios do futuro prefeito Rossine Blesmany. Neste momento estarão chegando a ele os grandes financiadores de sua campanha para dar uma "pitaca" em quem ele deve colocar nas pastas e subpastas. Certamente que o prefeito quer montar uma equipe técnica, mas a pressão política vai ser ENORME para que se coloquem os aliados. Não sejamos ingênuos! Rossine vai ter que fazer o jogo de cintura. Se puder conciliar tecnicidade com política será ótimo, mas nem sempre isso é possível. Então terá que optar por um ou outro. Se escolher o critério político terá que trabalhar muito mais e provavelmente perderá em qualidade de administração. Se por outro lado privilegiar o técnico terá que enfrentar a insatisfação de seus financiadores. Boa sorte para ele. Eu, particularmente, como funcionário público da área de educação não suportaria ser chefiado por alguém que fosse fora da área. Mas que poder tenho eu?
SAÚDE - carro chefe da campanha de Rossine, tem urgência em ser melhorada. E o povo não quer e não pode esperar por muito tempo, porque doença não espera por boa vontade. Ela chega e te pega de surpresa! Ele prometeu que iria pagar acima do piso salarial para que a saúde de Lajedo se tornasse desejável aos médicos, terá que fazer isso muito rápido para que, mesmo que não seja o setor mais importante da saúde, possa a população sentir uma mudança pontual que ele pregou durante a campanha. Manutenção e ampliação dos PSFs é um desafio importante, mas que politicamente pode ser feito a médio prazo.
EDUCAÇÃO - esta não pode e não vai esperar o novo candidato. o ano letivo provavelmente começará pouca mais de um mês após a posse. Merenda, reforma, estruturalização e viabilidade serão problemas enormes para quem está chagando. Contudo, o maior problema estará naquele que também foi um de seus maiores ataques ao governo atual - os contratados. Segundo ele mesmo disse no debate na Escola Jornalista Manuel Amaral, vai precisar deles pois não terá tempo hábil para a realização do concurso. Reciclagem dos professores efetivos (nos quais me incluo) e avaliação para aqueles que vão ser contratados será essencial se o objetivo for maximizar a qualidade de ensino em curto prazo.
Outra áreas podem ser citadas, mas o texto ficaria insuportavelmente grande. Fica para outro momento.

2 comentários:

  1. Primeiramente parabenizo pelo seu blog e lhe desejo muito sucesso.
    A história recente de nossa cidade mostra que na alternância de poder, surgem grandes melhorias no âmbito dos recursos humanos e na parte estrutural da cidade (como cidadão, espero que isso realmente aconteça). Em relação a sua equipe de governo, creio que o bom senso prevaleça e o futuro gestor opte pela capacidade técnica e não somente pela questão política dos que financiaram sua campanha.
    A cobrança na próxima administração será enorme, tanto dos que geriram a cidade nos últimos dezesseis anos, como dos que votaram em uma continuação do modelo atual. Aos que votaram por uma mudança, saibam que as coisas não mudam da noite pra o dia. Termino mencionando novamente a história, sou a favor do fim da reeleição e sim de um mandato único de cinco anos, já que claramente o segundo mandato e outros por vir, são nada mais que gestões modestas. Abraço.

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    1. Concordo plenamente com você, Kleber. Um mandato de 5 anos já é o suficiente pra quem queira fazer apenas o bem por sua cidade.

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