Agora que estamos próximos das
eleições é preciso fazer uma reflexão sobre a importância desse período. Nossa
sociedade, definitivamente, não é politizada, é pouco informada e tem a memória
muito curta, isso é verdade. Nosso sistema político não é o mais confiável e
eficiente, isso já parece redundância, mas é preciso que se fale sobre isso
para o que já é falho não se torne catastroficamente trágico.
As eleições deste ano escolherão entre
os candidatos – presidente, governador, senador da república, deputados
federais e estaduais. Os dois primeiros concorrem as cadeiras do poder
executivo da União e dos estados, enquanto que os outros formarão o congresso
nacional e as assembleias legislativas estaduais. Esses pertencem ao poder
legislativo.
Com exceção do senador (oito
anos) o mandato dos outros candidatos, se eleito, se estenderá por quatro anos.
Mas qual seria a função de cada
um deles?
Temos que concordar sobre o fato
de no Brasil as funções se confundirem na prática, mas via de regra a coisa
funciona mais ou menos assim:
Os poderes executivos são os
responsáveis por todas as ações referentes às políticas públicas e serviços sociais
da sua jurisdição ( união, estado ou município). É o executivo que faz todas as
obras de infraestrutura capazes de fazer o país funcionar e dar qualidade de
vida para a população. É com eles que estão as verbas para a realização destas
obras. Consequentemente é o setor de poder mais investigado pela sociedade. Excepcionalmente.
O executivo pode criar leis que começam a vigorar antes da aprovação do
congresso nacional com o artifício das medidas provisórias. Uma outra
característica desse poder é que sempre foi
(e será?) alvo das ofertas de propina e corrupção visto que é para onde
convergem as receitas e de onde saem todas as verbas orçamentárias. Por isso, o
eleitor deve estar muito atento sobre a índole de seu candidato, pois quem
daria sua casa para um desonesto tomar conta? Deve-se também investigar seus
aliados e os que financiam sua campanha, pois se forem desonestos com certeza o
tornarão da mesma forma.
Já os senadores e deputados
pertencem ao poder legislativo e tem como principal função legislar (criar
leis) e fiscalizar o poder executivo. É deles também a prerrogativa de “conquistar”
verbas para os seus estados através das emendas orçamentárias. Nesse sentido é
importante a honestidade do seu candidato para que verdadeiramente ele
fiscalize e não seja conivente com a má administração ou o dolo do executivo.
Sabemos que para realizar essas
funções o candidato precisa ter o mínimo de preparo. Em curtas palavras –
quanto mais estudado for o candidato, maiores as chances de realizar suas
funções eficazmente. Mas além dessa qualidade ele precisa ser idôneo, pois quem
é mais estudado também tem mais chances de burlar a lei.
O candidato deve ter muito poder
de articulação, mas não se confunda articulação com conchavos. O popularismo às
vezes mascara as más intenções.
Portanto, por difícil que possa
parecer é melhor conhecermos bem em quem estamos votando, pois entregaremos a
eles a nossa “casa Brasil” por um bom período.
Abra os olhos e acompanhe o desenrolar
da campanha.

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